História do projeto e da construção da ponte: uma banheira para a Torre Sul

Para chegar ao local da fundação da torre sul, os operários construíram uma via de acesso temporária sobre cavaletes de madeira, como um cais, a partir da margem de São Francisco. Os perigos desse local desprotegido logo ficaram evidentes em 1933, quando um navio de carga colidiu com o cais. Dois meses depois, mais da metade da estrutura consertada desabou em uma tempestade. Sem desanimar, os engenheiros e operários restauraram a estrutura e continuaram seu trabalho.

O projeto pedia uma enorme barreira ou defesa de concreto em forma oval para proteger a base da torre sul contra colisões de barcos durante o nevoeiro. Para construir a defesa, os operários colocavam o concreto por tubos submarinos em moldes de madeira, onde ele se solidificava.

Quando a defesa construída ficou visível acima do nível da água, os operários a apelidaram de “banheira gigante”. Para a fundação do píer, a base sobre a qual se levantaria a torre, os operários colocaram concreto debaixo d'água para encher a parte inferior da defesa. Após retirar com bomba os restantes 35,8 milhões de litros (9,4 milhões de galões) de água do mar, os operários dentro da “banheira” completaram a colocação do reforço de aço e concreto.

Uma vez concluído o trabalho de concretagem, a montagem do aço para a torre sul começou em janeiro de 1935 e foi concluída em apenas seis meses.

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O cais de acesso estendia-se da margem de São Francisco até a torre sul.


O concreto armado da fundação sendo construído da base rochosa do leito do mar. Os tubos verticais são os poços de inspeção que permitiam o acesso pelo concreto abaixo.


Um corte transversal das paredes e fundação da defesa da torre sul. A ilustração foi feita por Chesley Bonestell, um projetista que trabalhou nos detalhes arquitetônicos do Edifício Chrysler em Nova York e de outros edifícios importantes, e que, posteriormente, tornou-se um dos mais famosos ilustradores da exploração espacial.