História do projeto e da construção da ponte: a engenharia do projeto

Em 1921, o engenheiro Joseph B. Strauss apresentou o projeto de uma ponte que cruzaria o Estreito de Golden Gate — uma ponte híbrida, com um vão suspenso, apoiada em cada extremidade por treliças em balanço. Por volta de 1929, os engenheiros consultores Leon S. Moisseiff e O.H. Ammann persuadiram Strauss a aceitar o projeto mais elegante da ponte totalmente suspensa que vemos hoje.

Strauss designou o engenheiro Charles A. Ellis para colaborar com Moisseiff na execução dos cálculos necessários para concluir o projeto, um trabalho complexo e desafiador realizado sem os modernos computadores de hoje em dia. A "calculadora" mais comum que os engenheiros estruturais usavam naquela época era uma régua de cálculo e os desenhos eram feitos com papel e lápis sobre pranchetas.

Os engenheiros contavam com os recentes avanços na teoria de projetos de pontes pênseis. Eles verificaram esses cálculos com testes em um modelo de torre de aço na escala 1:56 (56 vezes menor do que uma das torres verdadeiras). Os testes confirmaram que os cálculos da torre estavam corretos.

A geologia do local da torre sul foi investigada antes de a construção poder começar. A torre sul foi planejada para construção a 335 metros (1.100 pés) ao largo da costa sobre rocha serpentina. O geólogo consultor Andrew C. Lawson supervisionou o teste de carga realizado ao colocar o peso equivalente a um vagão ferroviário totalmente carregado em uma área da rocha serpentina de cerca de 50 centímetros quadrados (20 polegadas quadradas). A rocha foi forte o suficiente.

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O projeto inicial, considerado "feio" pela imprensa local, demandava estruturas em balanço de aparência pesada projetando-se das torres.


O modelo de uma das torres da ponte foi carregado em uma máquina de teste de engenharia civil da Universidade de Princeton em 1933. Um teste, com uma força em escala reduzida, simulou os verdadeiros 54 milhões de quilos (120 milhões de libras) da carga vertical que seriam postos sobre a parte superior de cada torre de tamanho real pelos cabos principais. (Para visualizar tal peso, imagine um grande navio transatlântico.)